Faz tempo, muito tempo que eu não escrevo. Muita coisa acontecendo, e, de repente, aquilo que fazia tanto sentido, não faz mais.
Daqui menos de dois meses estarei embarcando para a viagem da minha vida e tô muito ansiosa para isso. Me sinto feliz e besta ao mesmo tempo: sou eu mesma que vou? Sim, sou eu. Mas, enquanto não embarco para o meu sonho concreto, tenho embarcado muito no meu mundo interior.
Vi Alice no País das Maravilhas e amei! Sou suspeita, porque, desde muito criança, sou apaixonada pela Alice. Me identifico com ela. A menina que tá em busca de si mesma. Ela entra na toca do coelho, o que é uma representação e tanto do inconsciente, e depois de passar por inúmeras figuras (o sábio, o maluco,o bem e o mal) ela enfrenta o grande monstro, o nosso monstro interno.
Fiquei pensando o quanto somos feitos de padrões. Eles são como massa corrida que ficam envolta do que realmente somos. Quanto mais massa corrida, mais grossa essa camada que nos separa...da gente mesmo!
Tenho observado os pensamentos que me sobressaltam do nada, diante de uma situação que parece que sempre se repete. Posso pensar que eu sou o imã que atrai este tipo de acontecimento, logo, não sou uma privilegiada. Mas, posso pensar que eu crio com os meus padrões estes acontecimentos. Em um sou recebedora, em outro caso agente.
Vago, esóterico, sei lá...é no que venho pensando.
No como fico correndo atrás da cenoura que está pendurada na minha testa.
Mas, é tão dificil mudar! é tão dificil quebrar certos padrões que demoraram anos para se estruturar! Como é dificil vc quebrar um modelo, quando não se tem outro para seguir. E vc virar seu próprio modelo, quando você não tem segurança suficiente para acreditar em vc!
Lendo meus diários antigos, descobri que em 2004 eu já havia sonhado com a minha viagem...que eu nem pensava em fazer! Tá tudo ai não?
Ah não sei...não sei como colocar aqui todo esse mundo que eu to revirando, mas, acho que é isso...entrando em outra fase...
Adorei a cena em que o Chapeleiro Maluco fala pra Alice: "Ou vc está muito pequena, ou muito grande". Tantas vezes me senti assim!
Talvez agora Chapeleiro eu esteja ficando do tamanho do mundo...nem tão pequena, nem tão grande...
E te digo uma coisa Chapeleiro: to subindo pro mundo real!
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