sábado, 9 de outubro de 2010

Meu comer, rezar e amar ao som de alejandro.

É, aqui estou eu: 28 anos, 60 kilos, sábado a noite, de notebook no colo às 01h06 da manhã, me matando de ouvir Alejandro da Gaga.Ah, esqueci de citar as benditas jujubas que estavam na geladeira e que eu acabei de matar.
O sábado a noite pode parecer depressivo, mas não é! Mesmo eu tendo indo almoçar com dois casais de amigos e sendo, mais uma vez, a solteira da mesa. Já tive momentos em que isso era até um obstáculo para não sair ou motivo de ficar deprezinha. Mas, de um tempo para cá, isso realmente não tem importância.
Encontrei Jesus? não! talvez eu esteja me encontrando.
Hoje assisti ao festejado COMER,REZAR E AMAR. Ok, é clichê? é! é ridiculo ver o Javier falando em português? éeeeeeeeeeeeeee! Mas, de certa forma, o filme traduz bem os conflitos da mulher moderna.
Não me lembro onde li que o filme não passava de um conto de fadas moderno, com direito a encontrar o princípe no final.
É isso mesmo. Mas, não é esta a tragetória da mulherada desta geração? Não adianta, ainda queremos o nosso princípe encantado, o homem da nossa vida e por ai vai.
Na minha humilde opinião isso é muito mais cultural do que qq outra coisa. A gente cresce vendo os filminhos da Disney e ouvindo que vc é uma princesinha. Ninguém te fala "vai lá filha dá pra todo mundo, nada de se amarrar". Não, a gente ganha as primeiras panelinhas com 2 anos idade!
Então eu acho muito legal que a heroina deste filme tenha ido não atrás do principe, mas sim dela mesmo. Porque ela descobriu que ela podia viver sozinha, e ser feliz assim. Podia comprar camisolas pra ela! Claro que qq caminho de mudança é doloroso e não é fácil. E claro que hollywood não ia colocar sua heroina depressiva se matando de tomar gelatto em Roma.
Mulheres de carne e osso acordam de mau humor, se irritam, tem TPM e se deprimem, mas,e mesmo assim, com a intensidade de saber que não é fácil mudar anos de ensinamento social, tentam!
Queremos encontrar um Javier no final? sim, queremos! Mas, qdo vc entende que vc é um ser inteiro e especial e que mesmo sem uma companhia masculina continua existindo, esse encontro pode ser deixado para a famosa hora certa, não fica um "a qq custo".
E assim vc pode dispensar aquele peguete que pra vc tem gosto de chuchu de tão em graça que ele é, pode parar de ficar segurando um fulano que te trata de qq jeito, só porque ele é PA e vc não consegue ficar sem transar, pode parar de ficar sendo muro de lamentação do fracote que não sabe se caga ou sai da moita e pode mandar pro triângulo das bermudas o ridiculo que te segura e te faz mal.
E pode ser banal tudo o que to escrevendo aqui, mas, relacionamentos são motivos de angústia para muitas mulheres da minha faixa etária. Porque? ora, somos bombardeadas de " tenha o seu homem", "agarre o seu hetero" " enlouqueça seu gato". Ai se vc não tem um homem hetero gato fudeu né? E ao mesmo tempo estamos ávidas por liberdade!
Nas minhas andanças durante esse dois meses vi muita mulher viajando sozinha, muito mais do que os homens.
Queremos ser livres como a Liz Gilbert, e encontrar o Javier no final.
E quer saber? desejo válido e possível.
É só ter coragem e não soltar a mão....de vc mesma!

2 comentários:

  1. Eu li o livro, antes de fazerem o filme, ganhei de aniversário de uma amiga, aliás, amiga sua tb... rs
    Ela come bragaráio na Italia sim, engorda e perde as roupas... rsrs Conta inclusive que foi bom, pq tinha ficado de uma magreza anoréxica durante a separação...
    Eu ainda não vi o filme, mas acredito que tenha ficado mais leve...É Hollywood...
    A Liz do livro é bem atrapalhada, imperfeita, teimosa, mastigadora de mágoas e não encontra um Javier no final, ele é que força a barra até ela ceder... melhor ainda, né? rsrsrsrs

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  2. Oi Lola! o livro é muito bom mesmo! O filme não é tão completo, mas, vale a pena ver tb. Gosto do livro por sair um pouco do padrão "mulher atrás do princípe". Não era a prioridade dela, não era o objetivo. Com o lance da comida ela acaba questionando o padrão de beleza tb...enfim, assuntos muito atuais no universo feminino e neste momento de mudança do ser feminino.

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